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Cristine Bartchewsky
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| Cristine Bartchewsky (São Paulo, 1983), andarilha de Sampa, futura jornalista, poetisa e insone. Principais atividades: ciceronear a loucura, flertar com o medo, rabiscar uns papéis imundos. Adora blues, Mário Quintana e maçã. Tem rinite, gastrite e pavor de lesma. Sente uma palpitação constante no peito. Participou da segunda edição do Vocabulário no b_arco. |
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Não sabe o quanto eu tive que viver
Cristine Bartchewsky
Não sabe quanto tive que viver
Pra estar aqui
Quanto tive que morrer
Pra poemar e rir
Quantas vezes minh'alma
Se esfacelou
À tempestade, numa esquina qualquer
Das mazelas, das migalhas,
Das vezes que gritei alto
Pra não ser ouvida
De quantas máscaras me despojei
Pra sobrar esse invólucro demente
E achar qualquer saída
Pra um beco recendendo
A whisky e cigarro.
Lembra, todas as vezes
Que você me matou?
A última sangra até agora...
Eu continuo mastigando estilhaços
Pra rasgar o avesso
Que gruda no seu esquecimento;
Uma falta de ar
E me pego esganando
Minha própria garganta.
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