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Nessas noites sem aurora
MaicknucleaR
Introsia
Tão menos dolorosa suas noites de veludo. Sudário celeste das
ninfas Bi. Abóbada degenerescente de um sortilégio de
absurdos.
Como beijar o céu sem levar pipoco na cara? Como viver se a
vida
é o próprio trauma?, e esse trauma não passa de uma falsa
ideologia alheia. Esse atentado teológico de: "Vá, filosofe, procrie e
se mate". A maratona da vida sobre estes campos minados.
Sobre
estes Elísios das piores entidades mundanas...
A
mágica do velho atroz não morre, por isso estou de volta. Subo ao topo
das ruínas carregando meus cânceres. Cânceres amargos que
diluo
nas gargantas em volta.
Nem tudo está perdido,
Jack!. Segure essa misantropia no bolso por mais alguns segundos. Limpe
os estilhaços das minas de outrora. Pois nem a morte cala a
insolência de seus pensamentos doentios. Seus fios sem pavio que jogam
corpos em rios, decapitados, sem o menor arrepio.
Sei que já percebeu a regra do jogo - que é: você e você mais
você -... Mas há quem desacredite dos planos convalescentes,
sim.
Há quem suma duvidosa. Mas porque se trancar na baleia, mestre Jonas,
se tudo não passa de interatividade noturna?... Noturna e
fogosa.
O resto é oco, meu caro. E você uma
almôndega em um rio de merda.
Cafeína Jones
Lá estava eu. Com mais uma folha sulfite na pasta. Adentrando
o
casarão em reformas na rua coronel Júlio Marcondes Salgado,
São
Paulo.
Madame Bovary, mais uma vez, rechaçou o
link para minha casa, mas, desta vez, minha retaliação será o mais
límpido e puro creme do desprezo - aliás, promulgo aqui uma
nova
lei: "Aos meia-boca, o corte" -... Porque se preocupar se todos sabem
que os coronéis da arte têm pincel, tintas de qualidade e nós
temos a merda do talento (e o abraço da sarjeta)? Meu caro, se o
mundo não percebe que és foda, então o mundo que se foda,
right?!
- deve ser -.
Mas eu. Eu sou da turma do jogral,
my brother Charlie. Não me vêem com bons olhos!. Eu quero mais é fugir
do rótulo, meu bem. Já saiba, adiantado, que quem me rotula
não
manja nada, de porra nenhuma!.
- Você tem o recibinho?
Recibinho é foda. Se fosse eu diria: "Senhor, preciso do
recibo",
mas fazer o que? Ele não sabe nada, imagina se vai saber que
desde que comecei a escrever tenho esse medo patológico de que minha
casa pegue fogo e queime toda a merda que já
escrevi.
Tudo que criei é meio inútil, pois como diz aquele som "A
gente
fuma e eles fama" - e pior que isso é mó legal -.
[Oh merdinha de assunto recorrente!!!!]
- Desculpa, achei que estava na pasta. Oh.
Tá vendo?! Eu sei interagir. Eu sou um maldito gentleman. É,
mas
na escala de maldade nada supera meus lindos pensamentos.
Digamos
que o que escrevo é uma espécie de "meio-termo narrado-lírico entre
fala e pensamento". E nem assim minha retórica hablada deixa
de
beirar o péssimo!.
Meu silêncio é um holocausto,
acredite nisso - às vezes pode ser amuação -. Mas eu sou um maldito
gentleman. Minha criação foi ótima. A diferença é que a
geografia
me fez nascer no epicentro do fundo da bacia demográfica de um circo
romano (com leões de concreto armados e revoltados) pegando
fogo,
tocado pelos neros da opressão psicológica.
Sobre as luzes borradas
Tudo correu ótimo. Sitcom, tacinha e tiradinhas sarcásticas
no
time. Inclusive foi a primeira vez na vida que ouvi: "Na
minha
casa ou na sua", sem ter sido na Tv.
Não sei que
merda eu tenho, mas algo em mim faz as pessoas se confessarem como se
eu fosse um maldito padre. Talvez sejam os drinques
coloridos.
Talvez saibam que em dois minutos eu nem vou mais lembrar da história
simplesmente por que percebem que eu não estou nem aí pra
relativamente nada. Mas após todo aquele papo de James Bond de calça
larga, não havia como esquecer daquela celebre frase (ou o
que
veio depois dela).
Saca a cena:
[Interior. Noite casa dela. Sala. "Brincadeiras" orais, vez dela].
Confissões vêm à tona.
Eu mereço. Eu mereço...
- Eu mereço...
- Hum?
- Nada. Tá muito bom, muito foda, não pára.
Aquela mulher me dava umas mamadas em um ponto onde a
sensação é
como se estivesse disparando um rojão contra meu próprio
rosto,
de emoção.
- É aqui que você disse que gosta, né?
- É, hmmmmmmmm, Santa Califórnia... - eu mereço!.
Ela parou. Ficou ali com aquela cara de "Sou uma vadia
satisfeita, independente e toda essa produção não é
insegurança,
juro", batendo uma pra mim e disse:
- Sabe, eu adoro ser submissa!
- E eu tô adorando essa submetida.
- Minha maior vontade é ser escrava...
Um sorriso demoníaco rutilou em meu
rosto como um holofote ganha o céu de uma noite nublada.
- Escrava, escrava???
-
É! B.D.S.M. mesmo - ela disse com aquele jeito de "Dondoca achando ser
inteligente" que acho style, quando elas fazem isso nuas.
- Então você quer ser escrava, é isso?
- Muito!
Ah, meu depravado leitor. Tive de perder a sutileza e forçar
meu
caralho goela adentro da danada, empurrando a cabeça dela
para
baixo e segurando impiedosamente, só para denotar, subliminarmente, que
a história havia mudado.
- Levanta.
- O quê?
- LEVANTA. - estendi a mão e recebi aquela mãozinha linda e bem cuidada
de presente. E, porra, que estouro ela só de calcinha!.
- Onde fica o banheiro?
-
Por aqui... - me indicou e foi me seguindo, de mãos dadas, com a
cumplicidade que só tem aqueles que vão se foder pelados de
madrugada na garagem.
Abri a porta. Puxei-a pela mão indicando
que entrasse e:
- Ajoelha... escrava.
Ela arregalou os aqueles olhões dignos
da minha mais tenra porra matinal e disse:
- Sim, meu senhor - e minha cadelinha ajoelhou bonitinho (né,
cadelinha?).
No campo de visão só havia uma toalha, mas não era o que
queria.
Abri o gabinete da pia e achei um secador de cabelo.
- Perfecto!...
Minha cadela, escrava, coloque as mão para trás e segure os tornozelos
- amarrei pés e mãos - O plano é o seguinte escrava. Eu vou
até a
sala relaxar, aquecer o cerebelo e já volto pra abusar de você.
Qualquer eventualidade você grita "joga a chave", pois se
gritar
socorro, com essa cara que eu tenho, eu tô fudido.
- Sim, meu senhor.
Apaguei a luz. Fechei a porta. E abri a
porta.
- Tem algum álcool bebível nessa casa?
- Na geladeira, na parte do freezer, meu senhor.
- Valeu - tranquei.
É style ser chamado de senhor por uma dessas madames donas de
franchise que são chamadas de senhora por seus vassalos
mentalmente proletariados.
Rumei à geladeira
peguei duas latas com a mão esquerda. Voltei à sala. coloquei as brejas
sobre a mesinha de centro e me acomodei. Abri uma das latas e
deixei lá em cima. Peguei a paranga no bolso da camisa (tirei um belo
camarão) e joguei em cima da mesinha. Dei uma golada na breja
e a
devolvi à mesa. Peguei o controle, liguei a Tv.
-Legal: natgeo.
"...na terceira cerveja eu
volto". Sem querer cochilei.
Lords of underground
Da hora! Hoje mandei estampar uma camiseta com a cara do
Wando,
com uma coroa grafitada na jaca. Ficou stylish.
Esqueletos no oceano
Abissal que só a porra. Aquele ano foi um antro de
irrelevância
histórica. Um relicário de personagens vazios que
atravessaram
minha louca vereda. E a única coisa boa (a anja do sul), consegui
estragar em dois dias (com outra).
Mais tarde,
novamente fui ao fundo. Mas sei lá, o fundo estava sem graça. O fundo
já vi, cavei e rolei abaixo de seus sete palmos. Lambi o chão
(e
dancei valsa nos salões do) inferno e nem sequer fiquei com sede. E
tudo na história que me deixaria com um grande asco, tudo que
seria como a última instância para se tornar um homem amargo, tudo
transmutou. Tudo virou um enorme pôster da Karina Bach de
quatro
com um M tatuado na banda esquerda daquele enorme traseiro e N no outro
lado da vil iguaria. Consegui atingir o nirvana, a iluminação
e o
sublime em uma só tacada neurológica.
Não sei se
isso é bem novidade, mas agora vejo todos como animais... Quando começo
a reparar com o "ao redor" com os olhos clínicos que trago em
um
estojinho, fico com a impressão de que nem todos chegaram no Humano.
Basta reparar a selvageria que rola nesta selva de concreto.
Neste emaranhado urbano de pessoas-capa que buscam um padrão
estigmatizado sem caráter, alma ou sequer um pingo de
personalidade. Essas cópias das cópias xerocadas de ideologias furadas
e estilinho separatista. Pra mim essa corja dos que buscam
cada
vez mais motivos para segregação é a escória da sociedade
brasileira.Mas tudo bem. Não há nada mais contundente que
esta
folha jogada neste quarto azul nesta merda de cidade dos nomes sem
mito, os meritocratas.
E mesmo tendo colhões
dourados e pica de ouro, talvez, escrever, não seja a melhor forma de
carburar os demônios de outrora. Talvez eu deva largar
caneta,
microfone e design, pois minha encruzilhada é forte, não preciso fazer
meus textos de arma. Talvez eu deva mesmo poupar!...
Outro dub na rádio de rocksteady
POUPAR É O CARALHO!!!... Em nome de minha literatura, em nome
da
não morte das minhas rimas do cão e prosas da gota serena, e,
pelo poder a mim cedido pelo estado paulistano das coisas, preciso sim,
quebrar alguns lindos pescocinhos. E é como dizem: "Um homem
deve
fazer o que precisa ser feito, por piores que sejam as conseqüências".
Então, lá vamos nós. E como dizem os mafiosos dos filmes, B
quando estão prestes a levar um sapeco de chumbo: “Você sabe que a
partir de sua atitude tudo vai mudar, Poly”.
Tudo começou quando aquela... me confessou, no msn, que era
amante de um tiozinho rockeiro que tem duas mulheres e
quarenta e
sete filhos, um carro para viagens, dois cachorros e uma chinchila.
Aliás, tudo começou bem antes. E mais aliás ainda, paralelo a
essa história, ocorreram milhares de coisas bem legais, “outros olhos e
enredos”, como diz meu livro, mas, meu amigo, se você quer a
vida
fofinha como na novela das oito, vá ler o blog da Madame Bovary ou de
um dos seus amiguinhos de oficina. Pois se veio até aqui
atrás de
"estilinho literário" ou pra corrigir minha gramática, ao invés de ter
a sapiente clarividência de sacar o que quero passar com toda
essa merda de conteúdo, então saia daqui antes que eu lhe arrebente a
insolência, pois você não é digno de ler nem meu sinal de
porcentagem - cansei da meritocracia da artelite desbotada. E agora que
tô no "independente", só a morte ou a debilidade mental me
param,
muchachos. O resto é nome e se resumem a algumas “Boas sacadas”.
Mas, como eu ia dizendo, tudo que veio na mente após esta
"confissão" foi: "Caramba, essa lobista estava em minha cama
ontem e eu inventei de 'respeitar'. QUE BURRO!". Porra, cara, sem
maldade, mas amantes só tem utilidade pra quem come; quem não
come fica chorando as pitangas porque inventou de dar uma de rapaz
respeitador e não pode derramar seu leite na cara da safada –
é,
mas todos sabem que eu não passava de um lobo-cafetão em pele de
ovelha-vítima (por culpa da porcelana) -. Porra, novamente
porra,
mas amantes só tem utilidade pra quem come mesmo! quem não come fica
chorando porque foi inventar de respeitar (mesmo). Aliás, que
merda de respeitar foi essa? Ah, lembrei, foi porque certa vez fui
beijá-la a força e a puta ficou puta, disse que odiava ser
pega a
força. Mas naquela noite que fechava o "melhor dia de sua vida", senti
que deveria ter dado uma forçadinha. Mas sei lá, tem coisas
que
me deixam puto. E como bom libriano que sou, me dê um tiro na coxa,
depois chute minha cara, cague em minha mesinha de centro e
mije
em minha sopa, mas cuidado com as palavras perto de mim... E na hora em
que fui chupar sua buceta, ou ao menos acreditava pia e
hipoteticamente que iria, ela disse: "Vai acabar acontecendo o que não
era pra acontecer”.
Porra cara, sem chance,
nem teve como minha mente não mandar ir se foder. Vou traduzir o que
minha mente pensou. Foi algo tipo: "Como assim não é pra
acontecer? Você comentou em meu blog, comentou de novo, não satisfeita
foi lá novamente, entrou em contato, manteve contato,
continuou
mantendo contato, trocou mil emails, duas mil idéias, três mil
perguntas que odeio responder, agiu como uma vaca em certos
momentos deste contato, mas relevei. Fez com que eu deixasse de ir pra
rua ver minhas coisas pra ficar tcendo com você. VOCÊ marcou
um
encontro, disse que ia ter de te aturar a madrugada toda, aturei, e me
perdoe se eu não era um tiozão rocknroll que poderia te levar
de
carro pra ver um show de uma banda feminina em Ubatuba, comer seu cu
num motel e te deixar de lado pra ir ver minha família. Após
o
beijo continuou vindo atrás, teve ataque de ciúmes por culpa de uns
scraps de uma mina do meu passado. Continuou mantendo
contato,
continuou com aquela história de querer me ver. Eu joguei limpo
em todo momento, respondi as merdas de suas perguntinhas,
marcou
outro encontro, ficou de novo e chega na hora, depois de todo
aquele cu doce, você diz pra mim que não é pra acontecer? Ora, vai se
fuder!!! Tem noção da mobilidade mental que tive que despejar
na
lata por sua culpa? Sabe o tempo que perdi acreditando em sua
infantilidade?".
Deitei ao lado dela após essa
reflexão de uma fração de segundo e fiquei imaginando que diabos eu
havia feito para estar vivendo a situação mais ridícula de
toda a
merda da minha história inútil. No tempo que me fez perder, que desviou
meus pensamentos do meu foco, e me fez agir como idiota (pois
eu
não queria lhe assustar com minhas loucuras ou com o que sou
realmente). Pensei na gostosa do Guançã que dispensei de comer, no
mesmo dia, porque você ia vim aqui, byiatch. E essa foi
retribuição ao "melhor dia da sua vida", né? “... Mas agora decidi
matá-la.
Tudo bem. Fraquejei ao receber mais um
convite daquela puta - aliás, mais respeito às putas -. E mais uma vez
só gastei meu tempo com sua inutilidade cheia de medos e
considerações finanço-fodásticas. Sei lá, talvez isso seja o prenuncio
do final dos tempos, um presságio de mau agouro, ou talvez
essa
merda seja algum tipo de apocalipse-literatura que irá julgar esses
loucos que escrevem.
Até o talo das nuances vitais
Levi virou um mito ao subir nas torres de energia do terminal
de
cargas após ter levado quatro tiros da polícia. Era o fim do
último malaco vivo. Levou mais três e caiu dos oito metros de altura
direto no entulho que havia embaixo. Foi algemado e o laudo
diz
que a causa do "apresuntado" foi "Asfixia por enforcamento"!.
O Pirata, lá do Brás foi o décimo sétimo a penetrar aquela
ninfa
novinha e ainda teve coragem de perguntar pra mina: "Por que
você
faz isso?".
Seu funéreo comeu a mulher do pedreiro
da rua oito e apanhou da mulher, na rua, em horário nobre.
Eu, por outro lado, não tive maiores problemas com a lei e
andei
comendo uma publicitária pelas ruas da capital. Ah, saudade
de tu
cuerpo magrito, mamasita. Que priquitones.
Sobre vagabas que rendem livros
A cigana do terminal acertou até na data. Dia um de novembro
foi
lançado um livrinho meu. Se tudo for como ela disse, vou me
tornar um velho famoso que estragou sua carreira devido a surtos
psicóticos e amantes tresloucadas. [Até me deu um gélido
arrepio
agora].
Velinhas???
Legal não ser
lembrado! Se eu tivesse aparecido no Faustão em 2007 pode ter certeza
que teria um milhão de fulanos por aí me parabenizando. Meus
vizinhos iriam colocar uma faixa dizendo o quanto me amavam, meus
parentes iriam estampar camisetas com fotos minha e os
conhecidos
mais próximos iriam contratar algumas strippers para sairem do bolo.
A única coisa que aconteceu foi uma doida que apareceu no meu
scrap dizendo que meus textos mudaram sua vida. Foi style.
Nesta longa estrada da vida
Não lembro a cronologia, pois nem quero. Só sei que tem esse
meu
amigo, que vou chamar aqui de Johnny Rivers, que é um cara
pelo
qual tenho uma puta consideração astronômica, chegou me dizendo que
queria fazer não sei o que, um espetáculo, sei lá, mas
envolvia
justamente... Adivinha...
E lá vamos nós. Queria
voltar cedo, mas logo descobri que haveria uma longa jornada até a casa
dela. Fomos. Tudo que vinha a mente era: "Por que deus, esse
cuzão, insiste em me jogar sempre nos lugares onde não quero estar e
com quem não quero estar?".
Acabou como
previ: Demorou pra caralho. Puta tédio: ficar diante alguém que você
acha que lhe aplicou um belo 171 somado a um chá de cadeira,
e
está querendo matar da memória, é uma merda. Mas tudo deu certo! E
acabou que na na volta voltamos enchendo a cara e ao invés de
voltar pra onde deveríamos voltar, acabamos voltando para o lugar de
onde estávamos voltando. Mas tudo bem.
Tudo
bem. Foi legal, quer dizer, foi legal ficar bêbado. Foda é dormir na
beirada... Johnny Rivers ficou em lugar privilegiado, entre
duas
belas moçoilas. Eu em um canto, minha piéride láááá na outra. Mas tudo
bem, sobrou uma bundinha virada pro meu lado e eu estava são
suficiente pra manter a sutileza lúdica. E já que quem é de fora - ou
seja: quem não come ninguém da casa - não tem direito a
escolher
o lugar na cama, então sobram as bolinações na encolha!.
Tudo bem. Dei aquela ralada maldosa e cheia de vontade, para
verificar o nível de hostilidade desses campos desconhecidos
e
recebi uma rebolada para trás, indicando que as tropas eram bem
amistosas. Tentei lhe retirar calça e calcinha em uma só
puxada,
mas ela percebeu que Johnny Rivers admirava a cena com certo voyeurismo
amador, puxou a calça pra cima, jogou o braço esquerdo pra
trás e
pegou meu pau como se dissesse "Só assim esse leão acalma". Johnny
disfarçou um sono muito mal disfarçado. Voltei aos ataques
sadios
e ouvi um "Não posso", sussurrado. Perguntei: "Vermelho?". Ela disse "É
que eu namoro há quatro anos" . Aí me perguntei: "Se namora
há
quatro anos, por que está masturbando meu caralho embaixo do cobertor
há muito mais que quatro minutos?".
E, por
Jim Carey, sempre protejo o Alexandre Magno, mas se Johnny tivesse se
tocado que ficar quieto iria me render uma foda, eu iria
comer
aquela minha, em prato frio, sem camisinha nem nada e não estaria nem
aí. É Johnny, pensando bem, você me salvou.
Que caia a porcelana, agora é "tudo pelos donuts"
Jingle bell, jingle bell, jingle bells rock. O aquecimento no
setor is commin' back arround again. Muita coisa rolou, muito
sangue desceu, muita fumaça subiu, muitas periquitas foram babadas.
Aquela doida do scrap queria que eu fosse "vê-la" em
Curitiba.
Sua foto mostrando barriguinha, lindo capô de fusca por baixo de um
lindo biquininho e a piscina ao fundo eram grandes
motivadores de
minha ida. Mas não rolou.
Tudo bem. Eu havia
planejado passar natal e ano novo sozinho, revendo erros e fingindo que
ia mudar... Várias loucas começaram a surgir desde novembro.
Teve
uma imbecil que me disse exatamente assim: "Se você agisse um pouco
mais como escritor eu até daria pra você", só respondi: "O
dia em
que eu começar a agir feito um imbecil pomposo eu corto meu pau com
uma serra-elétrica" e já deletei da minha vida.
A maioria vem com essas promessas furadas de "vou te ver" e
fica
embaçando, trocando idéinha furada - dessas que elas acham
inteligente quando contam em bares e os caras dão a maior razão, sabe?
- pra tentar se convencer se deve aparecer ou não. Mas,
sinceramente, eu funciono pelo meu tempo, que é basicamente "Ou agora
ou jamais" e não posso mais perder meu tempo com medinho de
branquela rica metida a loucona porque fuma maconha, toma cachaça, lê
livrinhos "marginais" - o interessante é que é só marginal de
classe média alta -, anda com os punks de citröen e vomita na Augusta.
Outras vem com aquele papo de "Vem me ver", mas, porra, se eu
quisesse ir em algum lugar só pra "ver" uma fêmea, eu iria na merda do
zoológico.
Chega de duvidosas com medinho tosco e
gente que acha que, pelo que escrevo, tenho a aparência de um Lobão da
vida que curte greenday e anda de saveiro zero, mas quando
vêem
que tô mais prum latino desempregado que limpa a piscina dos
artistas como bico, tudo que sobra é abracinho com auto teor de
falsidade... Hum. Teve até uma mina que acho que achava que
eu
era traficante, pois vivia me dizendo "Quando vier dar um rolê no
centro traz uma baseado pra gente fumar?". Pô, dar quer é bom
nada...
Style mesmo foi a nórdica. Mandou uma
foto nua, do nada, de costas, sem ao menos respirar. Não teve nem como
não sacar o cacete pra fora e homenagear a atitude daquela
mina.
Era o mínimo que poderia fazer por ela, mas deixei-a como fundo
de tela no meu Pc por alguns dias. E, porra, parabéns pela
atitude. Além do olho arco-íris, que delícia te pegar de quatro, que
delícia esbofetear seu rabo. Só me desculpa por ter gozado na
sua
garganta sem avisar, mas é que ando diluindo o câncer!.
Djs rock the house partys
Os caras do coletivo de Barijo meio que se revoltaram após o
primeiro evento ter sido adiado. Para dali um mês. E o motim
foi
armado em forma de sumiço. Todos evaporaram. Barijo's down.
Naquela semana antes do natal e algumas outras depois dela,
Barijo e eu passamos várias madrugadas na rua, trocando
idéias (e
expulsando os nóias do centro cultural, no soco). Ele falando sem parar
um segundo. Falava de seus planos, projetos e muita idéia. O
tempo me mostrou qual era a real sobre Barijo, mas não é disso que vim
falar. Só sei que enquanto ele falava eu não conseguia ouvir
muita coisa, uma porque era a mesma conversa todo dia - parece até eu,
pô - e outra porque só conseguia pensar: "O que fode minha
vida é
o fato de não saber o que quero pra ela, justamente porque a gama das
coisas que sei fazer, ou que posso vim a fazer bem feito é
muito
ampla, muito abrangente, quase ilimitado, e isso me deixa em uma eterna
indecisão. Me deixa sem um foco principal".
Avenida do poeta
Foi a primeira virada que me senti realmente bem!. Talvez por
ter
passado sozinho, com meus planos (que geralmente são furados
pelos alfinetes da falta de infra-estrutura). Parecia que eu tinha
alguns.
Estávamos na Fronteira queimando um
jones. Barijo saiu fora e decidi ver o céu pipocando suas estrelas de
ascensão meteórica e rápida duração. Faltava uns quarenta
minutos
pra começar aquele showzinho universal de falsidade, decepções e
filmes criados em um mundo onde as crianças não têm gripe,
não
passam fome, nem arrancam catota com o dedo. Decidi ir embora
também.
Encontrei uns malucos que sempre vejo
rondando o centro cultural e que sempre me cumprimentam,
fervorosamente, como seu eu fosse alguém de ouro. Os caras
disseram que tinham roubado não sei o que lá, não sei aonde e me
chamaram pra fazer não sei o que, ali na Fronteira. Lembro
que
perguntei: “Vai rolar umas vagabundas”. Não entendi a resposta, entendi
como um não e continuei meu rumo.
Um bilhão
de pensamentos na cabeça do narrador-poético. Um enxame lírico
atentava-me os neurônios como se fossem meus sonhos,
depostos, de
adolescência, renascendo após o grande soco da verdade. Um bilhão de
pensamentos sobre o futuro (pela primeira vez). Só é pena que
comigo esse tipo de pensamento não dure mais que uma semana...
Mais fogos estouraram na cidade das pessoas de artifício
quando
decidi procurar, meticulosamente e com cuidados
arqueológicos, o
primeiro som do ano. Nem precisei. A televisão estava ligada na Tv
Cultura e ao invés de ouvir o primeiro som do ano, ouvi a
primeira trilha sonora. Foi meio inacreditável, pois eu havia sampleado
aquela música não havia nem dois meses. Barijo estava no
messenger quando eu disse: “Liga aí na Cultura”. Ele respondeu: “Ô. Não
é a música original do seu sample?”. “É ela mesmo, muchacho,
ela
mesmo!”. O filme era “Durval Discos” e a música é “Mestre Jonas” na
versão da banda “Os mulheres negras”. [Será que enfim o
universo
decidiu conspirar ao meu favor?... Já estava na hora! Mas a essa altura
eu já havia assimilado que o universo só conspira ao meu
favor
quando quero que esse filho da mãe conspire].
Às
três e meia da matina, após a quarta caipirinha mal feita, pensei em ir
à Fronteira queimar um jones e cometer um vinhocídio.
Faltava um quarto de vinho para secar a garrafa quando ouvi a
Moska Wheels, atritando no asfalto, se aproximando. De
repente
ouvi: “E aí, lôco. É você mêmo!”. Pensei: “Pode matar logo, pois já tô
no clima de ir pro céu”. Era um cara que me odiava, desde uns
tempos atrás, sei lá porque. E de repente ele senta, completamente
bêbado e cheirado, ao meu lado e diz: “Tem caneta aí, ô seu
cuzão?”. “Lógico, porra!”. “Então assina essa porra aí porque te admiro
pra caralho, seu filho da puta” e me jogou um livrinho de
edição
limitada, que fiz para vender na feira do dia vinte e seis. Nem pensei
em nada, só saquei a bic azul toda mordida e escrevi: “Este
aqui
é sobre vagabas que rendem livros... Mas aí, valeu por não mais me
odiar”. Ele nem leu, apenas disse: “Porra, mano, antes de ver
seus trampos eu achava você um puta dum cuzão metido a besta, mas
percebo que você é um puta dum cuzão talentoso que não é
metido a
besta, mas que deveria ser porque você é digno!”. “Valeu”. “Falou aí,
mano, vou me jogar”. Subiu no skate e saiu remando, fazendo
aquele atrito no asfalto que faz um som parecido ao do metrô chegando
(na estação Tucuruvi).
Acabou o vinho. Decidi ir
embora pela própria Avenida do Poeta, que é a rua que atravessa a
Fronteira. [A Fronteira é como se fosse uma mini-pracinha que
fica em frente aos “predinhos” (e ao terminal de cargas da zona norte
de são paulo) e corta a Avenida do Poeta, impedindo a
passagem de
carros. Onde malacos, viciados, músicos locais e prostitutas,
confraternizam a vida fumando cigarros da paz]. E foi uma
idéia
não muito boa, pois no caminho encontrei o Chocotone e um burburinho em
frente aos prédinhos. Ele me viu e veio até mim, disse que
estava
indo matar um moleque idiota por motivos que só os bêbados
realmente muito bêbados compreendem. Eu disse tanta merda pra
ele, mas tanta, que no final ele começou a chorar, descarregou o
canhão jogando as balas no chão, depois chutou-as para a boca
de
lobo, me abraçou, disse que ia vender aquela merda de revolver e que
eu era foda.
O moleque foi encontrado morto
em outro bairro. Outro cara fez o trabalho no lugar do Chocotone... Bem
vindo à 2008.
Fronteira Hits
À noite
iríamos começar a divulgação do evento. O que incluía: lambe-lambe
colados em postes, política de boa vizinhança no meio do
caos,
idas à eventos alheios, foda com velhas ricas e aliciamento de ideais
alheios. Barijo e eu na incumbência solitária das piores
partes.
Eu meio como voluntário, pois não posso seguir o sonho dos outros, por
mais foda que seja esse sonho, muito menos posso me envolver
em
pequenos começos de aristocracia periférica. E, talvez, hoje, Barijo
não lembre, mas o que dei ali não foi (só) sangue, foi um
puta
exemplo de amizade na hora em que todos seus amigos sumiram
decepcionados pela adiamento do evento. Mas firmeza, todos
esquecem o que acham não ter valor; é assim mesmo.
Mas pra fechar este trecho, exercite sua mente aí um pouco.
Use
sua imaginação (ou ao menos tente usar essa porra). Coloque
“All
along the watch tower” do “Jimi Hendrix” e imagine dois mal acabados
andando pelas madrugadas com mochilas cheias de flyers,
lambe-lambe, informativos e garrafas pet cheias de cola de farinha,
andando dentre os becos que ficam abaixo das torres de
energia
que cortam o bairro lado à lado. Muitos becos, raros bulevares.
Cerrado eletrônico
Nosbor, grande amigo meu lá de Brasília apareceu na Garoa
Land.
Pouco tempo antes veio um cachorro azul, professor, que
uivou,
bêbado, a noite toda, com Barijo e eu em um bar sitcom. Um barzinho de
merda que tem num bairro aí onde a população é formada por
languidos de todas as espécies, metidos a “artistas” - mas tudo bem, lá
conheci uma gatinha russa, sei lá, coisa assim -. E, junto
com os
caras, surgiu o assunto “Putas”.
Sei lá, cara.
Acho que é porque todas mulheres que tiveram a dádiva de dar pra mim eu
consegui ter intimidade suficiente pra chamá-las de puta (e
fazer
de puta), putinha, devassa e outras cositas. Porque, na verdade, saí
apenas com três putas na vida. A primeira foi mó merda porque
a
vadia nem manjava da arte da foda insana e depravada em meros trinta
minutos e mal mamaou na bilola. A segunda não era bem uma
puta,
era a ex-mulher de um cara que tocava não sei o que lá em não sei que
merda de banda dos anos oitenta, uma puta gata estilosa que
me
deu o cu – detalhe: só o cu - em troca - detalhe: em troca - de uma
garrafa de licor de menta (R$ 15,00). Foi bem mais barato,
fiquei
umas quatro horas comendo aquela cachorrona, só parava pra limpar o
suor e só parou devido a interrupções invasivas de terceiros
no
quarto. A terceira foi cortesia de um amigo escritor, que anda dizendo
que precisa tomar jeito na vida.
Esses escritores (os coitados acham que
um dia vão tomar jeito, kkk)...
Cwba
Ana tornou-se não só uma futura foda gostosa, mas uma espécie
de
companhia do meu eu eletrônico. Às vezes ela fazia uma
perguntas
estranhas, mas isso é bom, significa que do outro lado tem alguém com
um cérebro cheio de questões sem saída, e não alguém que
queria
apenas matar duvidas. Legal. Ela estava cogitando cair pra São Paulo –
sampa é a mãe -. E, se essa cidade queria retribuir as
bilhões de
odes, epopéias e outros classificações imbecis de formas de escrita que
lhe dediquei, esse seria o presente, bem ao meu estilo. Long
dick
style of rhyming. E o mais legal é que quando a cidade finalmente
decidiu retribuir presentes, foi bem no dia de seu próprio
aniversário.
Fui buscá-la na rodoviária Tietê e
percebi que aquela loirinha dos olhos de mel era bem mais gata que nas
fotos. Yeah, i fuck like a river.
Ali, na
Cruzeiro do Sul, esperamos quase uma hora por um ônibus que nos levasse
ao centro, sendo que geralmente eles passam de dez em dez
minutos, mas quando finalmente chegou, fomos ao hotel. A cidade estava
em festa. Havia comemorações em vários pontos da cidade.
Saímos
pra assistir algum show e percebemos que atração mesmo era nós pelados
na cama, mandando ver, quebrando tudo.
No
outro dia pegamos o ônibus sentido Jardim Brasil. Tive que deixá-la por
algumas horas no hotel (esse ficava na rua do evento), pois
não
queria que ela participasse da burocracia que eu teria de encarar antes
da festa (ou seja, não queria que os outros dessem em cima
dela).
Ela, foda demais, compreendeu antes mesmo de tentar explicar. “Eu sei
que sua vida é assim mesmo e eu não quero me tornar um
empecilho
aos seus planos, pode ir lá fazer o que tem que fazer, eu vou pedir uma
smirnoff, só não me deixa aqui sozinha senão me perco. Se por
acaso você estiver ficando com alguém e não quiser que eu vá, não tem
problemas...”. Que mina demais.(Fui até o pico, arrumei
meu$br>ctantezifho e só4 poas t}do bá ectava adyantado, adoro
icso.$spaf class='stajt-tag'>
apareceu
um puta maluco estranho, montado em pernas de pau. Até então eu estava
cagando para aquela companhia inusitada, mas já nos primeiros
cem
metros ficou claro como o dia no Alasca que o cara era um puta dum
mala. Sabe: mala universitário?, os piores!
Minha intenção era pegar os dois lados da avenida, ida e
volta,
rápido e eficiente, pegando o público alvo do evento; jovens
em
geral. Só flyers em mãos certas. Mas aquele imbecil da perna de pau viu
uma praça cheio de aposentados jogando aqueles jogos que os
aposentados jogam e desembestou pra lá. Expliquei para ele aual era
meu$br>plang, o poraue eu tanha(que ser rápado&qmp;fbsp# (tanha
um âltimoencaio$br>em meia `ora! e g pobque não podåamoc convidar
sunhobes e/ou(criançac,mak nãg adaantgu. Aqueda besta&#nbsp; cgrree
atá um plaagroend gnde$br>estavam um monte dessas mães solteiras
gostosonas e ficou dizendo pra
levarem as crianças pro evento, e, pra piorar, disse pra
levar
dinheiro, justamente na parte grátis do evento, que seriam os
espetáculos teatrais. Porra, cara, é um evento artístico, mas
não
um evento artístico infantil, e só de ter minha participação no evento
deveria ser proibido a entrada de crianças, idosos,
cardíacos,
menores de vinte e um e comediantes vestidos de foca.
Desisti daquela besta e sai andando pra fazer o que eu tinha
que
fazer. Aquela anta me seguiu, chutou a bunda de um segurança
de
uma loja, ficou implorando chocolate pro dono de outra e por uns dois
minutos pensei em passar a banda nele só pra ver sua jaca
explodindo no chão.
Fui embora e a besta veio
novamente atrás. Nem tinha como eu esperar as micagens de terceiros.
Mas em respeito ao alguém de dentro que convidou o fulano eu
nem
disse a ninguém sobre nada que aconteceu. Aliás, eu disse à Ana quando
voltei ao hotel. E quando cheguei na porta do pico trombei o
Barijo e voltamos ao centro cultural pra fazer a prévia do logo mais.
No ensaio o Barijo recebeu um telefonema dos caras que
ficaram
cuidando do pico do evento. Escutei os caras dizendo que o
maluco
da perna de pau estava na porta do evento, cobrando entrada de uma
coisa que seria grátis e tive um puta ataque de riso. Mais
tarde
o Barijo enxotou o fulano e, cara, esse mano não tem noção de como a
morte rondou seu pescoço no tempo em que Barijo e eu não
estávamos perto. Esse bairro aqui é foda, na hora das tretas tem nego
que liga pra própria mãe e diz: “Traz uma enxada e os
vizinhos
que é nós”.
Voltei ao hotel duas horas mais tarde
que o combinado. Culpa do mala e da bike que me emprestaram pra ir ao
centro cultural e depois foram lá pegar de volta. Ana
compreendeu, sendo a grande mulher que estava sendo. “Pensei que fosse
me deixar aqui”. “Não você, Ana; não você”.
Tomei um belo banho, fumando um, após uma rápida boqueta –
odeio
rapidez em fodas mesmo que sejam orais, mas teve que ser
assim -,
uma boqueta que descabelou as horas que Ana passou arrumando o cabelo.
Reparei que da janela do banheiro podia ver as velhas torres
de
energia com toda sua imponência elétrica. Terminei, me troquei com a
calma que nunca tive. “Não estamos atrasados?”. “Sim, mas
não.
Vou pedir uma cerva e já vamos”.
Bebi pra
caralho! Vi a apresentação dos maloqueiros da poesia e pirei, muito
bom, quebraram tudo, merecidamente. E assim que eles
terminaram o
show Barijo me chamou ao palco e disse: “O que você acha, vamos
cancelar a apresentação e já jogar as bandas?”. Eu nem disse
nada. Só sei que um cara da produção se revoltou e disse: “Vai tomar no
cu, vocês ensaiaram tanto agora tem que rolar”. E eu nem
disse
nada, pois como já disse em algum ponto deste texto, eu estava ali
voluntariamente. Nunca fiz parte do coletivo dos caras e
tenho
uma leve - leve como uma baleia azul - impressão de que (os sectários
de Barijo) nem me querem por perto. E como já disse a Barijo,
eu
não concordo com muita atitude e com muita gente que virou “diretoria”
do negócio, me ausento por questões ideológicas e por
acreditar
no que acredito e só, no mais a amizade é a mesma, a não ser que
alguém queira guerra. O estranho é que depois de deixar claro
por
que minha saída teve nego que ainda tentou fazer as coisas
parecerem como se eu tivesse sido limado, normal. E essa foi
mais
uma prova cabal às convicções que só dizem respeito a mim. Se
muito nego nesta megalópole achou que eu era um dos
“organizadores” é porque viram o sangue que dei pela idéia que nem era
minha (o que vai contra todo meu conceito de religião), mas
lamento informar aos fãs de bancas, coletivos e essas coisas que
envolve uma união que tende ser hipócrita: que só trabalho
sozinho!.
Enfim começamos a apresentação. De cara
me deram uma guitarra muito estranha, com braço antigão e pesado e
faltando a mizinha, mas normal. Tinha gente que nunca vi na
vida
andando pelo palco como se fosse uma praia em miami, uns
fulaninhos afinando instrumentos, jogando golfe, enfim: tudo
errado! Errado como se explodissem todo e qualquer protocolo, normal.
Mas tudo bem. Foi legal.
A coisa que me
deixou verdadeiramente puto foi o fator “atravessadores”. Porra, cara,
tem coisa pior que estar tocando e vem um debilóide e
atropela
seu som com outro som nada a ver. Geralmente tocão punkzinhos em
bicordes desafinados e ridículo e não passam disso. Porra,
acho
isso foda tocando na calçada, imagina em uma apresentação. E pra piorar
teve um fulano que começou a tocar bateria, do nada, sem nem
fazer parte ou ser convidado, num compasso que não fazia sentido nem em
marte. Pra mim isso foi o fim, mas fechei os olhos, voltei ao
começo do fim e me tranquei em um mundo de notas musicais (sem
retorno). E no final relevamos tudo, pois no final são apenas
velhos conhecidos.
Maldito voluntário
Não
me peça cerveja, conterrâneo, pois neste salão meu poder é nulo. Sou um
mero voluntário que fora limado pelas chacinas de caim. Você
tá
viajando, meu poder é nulo.
Tv a cabo
(som: Mans world – James Brown)
Ao descer do palco Ana me disse que havia exagerado na pinga
com
mel. Perguntei se queria voltar ao hotel e ela disse que sim.
“Mas você pode ficar, só me leva lá, depois volta”, “Não, gata. O que
eu tinha pra fazer eu já fiz. Meu trabalho is over. Já
divulguei
e me apresentei, agora sou obsoleto. Esse negócio de ir em pico pra
fazer “contato” não é pra alienígenas. Isso é o cúmulo. É
maquinalmente torpe” [por que diabos eu disse isso???].
Na saída um cara veio marcar minha mão com um carimbo, um
gato
pingado que não fez porra nenhuma (na divulgação, no
lambe-lambe,
na política), mas alguém decidiu dar autoridade pra ele ficar na
porta... Algo me fez parar no tempo, relembrar tudo que fiz
pra
que aquilo que estava rolando funcionasse - minha parte - e quando
voltei a realidade, me senti como um gado sendo marcado por
um
funcionário qualquer da fazenda, mesmo eu conhecendo o cara e mesmo
sabendo que ele não viveu e nem ousava imaginar a
existência dessas noites sem aurora que se foram. Voltamos ao hotel.
***
Café da manhã: drinques e fodas no espelho. Lembrei que na
festa
Barijo havia me dado a chave do centro cultural e decidi que
ao
final do pernoite iríamos pra minha casa, para caso os caras
precisassem da chave e pra não gastar com mais uma diária de
sessenta pratas.
No final da tarde liguei
pra Barijo e ele me diz: “Mano, cê num acredita: fui preso”.
E
pra poupar minha tendinite e encurtar a história (que já foi
dizimada pelos cortes), o que aconteceu foi que durante a tarde os
caras foram ao centro cultural guardar as tranqueiras que
estavam
na festa e, ao invés de me ligarem (pois sabiam que estava acompanhado
e não quiseram me incomodar), decidiram quebrar o cadeado e
entrar lá. Na saída, depois que tudo estava guardado, bem na hora em
que foram colocar o cadeado de engana-trouxa e fechar o pico,
com
um barbante, passaram duas motos da rocam, que pararam na hora e
acusaram os caras de “invadir a escolinha”. Nem adiantou
dizer
qual era a real, que ali era um centro cultural e eles são os “donos do
mesmo”, pois chamaram mais seis viaturas. Encontraram o
dinheiro
da festa com Barijo e o policial que achou a grana, pelo que Barijo
disse, começou a babar pelo dinheiro como se fosse um lobo
olhando um porco e dizendo: “Bacooon” - como no episódio do
pica-pau faminto -. Ele chamou Barijo de canto e disse: “Vai
embora, mano”. Barijo perguntou: “Cadê meu dinheiro?”. “Mano, eu já
disse pra deixar como tá, vai embora”. Barijo insistiu: “Cade
meu
dinheiro? Trabalhei por dois meses pra levantar essa grana que é pra
pagar as cervejas da festa que demos ontem”. O policial virou
a
própria besta nesse momento: “Ah é, você quer seu dinheiro? Vem cá”.
O milico levou Barijo até a esquina da Avenida do Poeta, onde
fica o centro e mandou ele ajoelhar. Fizeram lá toda aquela ceninha
inútil que a polícia faz quando enquadra um pobre, e depois o
tal
policial disse ao Barijo: “Você quer seu dinheiro, então vai ter
que assumir toda aquela droga que achei ali atrás. Vai ficar
uns
doze anos no X antes de ver seu dinheiro de volta, seu otário... E aí,
vai assumi?”. “Eu sou trabalhador, se você quer que eu assuma
o
que não é meu, eu assumo. Mas é você que tá mandando”. ,
detalhe:
não havia droga nenhuma, pois ali não rola nada disso, só tinha livros
lá dentro. Algemaram Barijo e um outro cara e os levaram.
Chegando na porta do não sei quanto DP o policial voltou a insitir:
“Vai assumir, mesmo, por essa mereca?”. “Eu vou”. O gambé
devolveu o dinheiro ao Barijo, tirou uma foto dele com o celular e
disse: “Vaza”.
E nessa hora eu me pergunto: cade
a maldita comissão de direitos humanos? Cade a porra da ONU, Unesco,
cade a merda do jornal nacional e suas tendências
ditadúricas,
cade o Kassab? [Cade as oficinas de literatura que prometem bolsas
aos que se destacarem por email? Será mesmo que eles nunca me
leram ou eu preciso estar perto da Fradique Coutinho pro meu
email chegar mais rápido? Será que o que tá rolando
literariamente no "circuito" da cidade é tudo o que diabos eles podem
oferecer? Então, "Caros", a literatura virou uma
literoescória.
Pois como diz Robério Fumagalho "Tá fraco pá carai, tio". Diz aí,
madame Bovary... E o pior é ouvir nego dizer que não posso
ser
publicado porque não tenho "A imagem de um escritor". E o pior é ver
nego coçar o cu de vontade de querer me chamar pra participar
de
intervenções, mas ficam com medinho que eu chame atenção demais
e
acabe com seu reinadinho de merda. Mas aos amigos engajados que estão
no mesmo barquinho rachado, eu só paro ou morto ou
mongolóide. E
nos mais são apenas pausas criativas].
Por outro
lado, sei lá, fiquei admirado por Barijo ter ficado tão impressionado
com esse acontecimento, o de se impressionar com a
filhadaputagem
de um ser involuído dotado de excesso de poder. Pela história de vida
dele isso não deveria ter impressionado tanto. Talvez eu
esteja
calejado às merdas que ocorrem, nessa cidade, ou a maneira como elas
ocorrem. Talvez por ver isso como apenas mais uma história de
enquadro numa fogueira emaconhada. Tenho as minhas pra contar, mas nem
quero. E tudo que tenho a dizer sobre ter ouvido esta
história é:
“Barijo, após dois anos de sua estadia nessa joça, finalmente: Bem
vindo ao Edu Chaves”.
Barijo disse que nos acompanharia até a
rodoviária. Desliguei.
Ana foi demais em tudo. Puta dum companheirismo, cumplicidade
depravada e desbravadora. “Lado a a lado” como dizem os
moleques
metidos a malaco. Recebi a última devassidão oral, comi o cu de Ana e
fomos encontrar Barijo no ponto. O busão dela partiria às
vinte
pra meia noite. Desci a rua sentindo a baba de Ana congelando meu saco
por culpa do ar frio que arremetia. Da hora.
E não me venha com putas lânguidas
Me acostumei muito rápido com Ana. Talvez porque ela não
colocasse obstáculos para nenhuma de minhas mobilidades, nem
me
obrigasse a tentar agir como uma dessas pessoas normais e mesmificadas
que você encontra na Paulista ou descendo a Augusta ou na
Vila
Madalena. O que fudeu 2007 foram os excessos dessas loucas meia-boca
que me obrigavam subliminarmente a me retrair para não
assustá-las com o que sou realmente: um puta dum louco depravado que
tem excesso de hormônios. Parecia que eu era obrigado a ser
como
um desses lânguidos aviadados de camisa de flanela que aparecem no
entrelinhas opinando sobre os cuzões clássicos da literatura
de
merda.
Barijo e eu, após sair do terminal,
íamos
atravessar a ponte Cruzeiro do Sul para pegar o busão em frente ao
center norte. Paramos no meio da ponte para fumar um jones e
ficamos observando aquele rio de merda lá embaixo.
Muita coisa havia se passado e eu ainda carregava a velha
sensação de que “nada acontece nunca”. Sempre esquartejando
deus
com navalhas de afirmações maldosas devido a esta vida de merda. Não
por duvidas e “porquezinhos existenciais”, mas por excesso de
consciência, por saber que tudo que fiz é muito mais do que andam
fazendo, mas mesmo assim ainda acho que tudo que fiz é pouco,
mesmo tendo feito coisa pra caralho, com conteúdo delgado a cada linha
de criação. Tudo que vocês lêem é o resto de mim, deus não
permitiu que o mundo visse minhas mágicas quando as fazia, por pura
questão geo-local-financeira. E, hoje, raros vêem, pois meu
brilho virou ódio dessa corja de iguais... Santa ambigüidade.
Culpados não morrem
Noite impiedosa. Sereno desumano. Nada mais perverso que a
insensatez das esquinas. Nada mais em desamparo que os
outros.
Com luz sobrou aurora, mas meu palco verdadeiro é noturno. Com noites
ficaram escárnio, carnificina e o brilho melado das boites.
Por
hora fica esta opera do malandro culto. Este tiro no asfalto que
efetiva o som do ricochete lírico. Faroeste de palavras onde
quem
tem mais verdade em sua niquilada de aspectos vence.
Losers win (ou superstar d.j.s)
(som: No Regrets – Delinquent Habits)
Puta duma gata... Tanto que nunca usei este termo pra definir
gostosura feminina, mas: Filé. Um puta dum filézáço.
Cavalinha
daquelas que nenhum homem em sã consciência negaria-lhe o pau. Dona da
festa (seu "níver"), não da casa. E não vou dizer que algumas
semanas antes não havia rolado um certo clima, aliás, não foi bem um
“Clima”, só recebi uma daquelas olhadas pausadas e brilhantes
que
as minas dão quando estão pensando: “Este carinha é tão legal que
preciso dar pra ele no banheiro”, depois que fiz algumas,
digamos: que fiz algumas mágicas. Alias, tem dias em que estou
prestidigitando cabulosamente bem.
Foi lindo. Na
frente de “todo mundo”. Muito legal. Inclusive na frente de uns cuzões
miseráveis que precisavam mesmo receber uma lição em forma de
“Vitória de quem eles detestam”. Foi style. Perguntei alto, grosso e
seco, fazendo com que todos que tentavam impressionar se
calassem
e voltavam-se sua animosa atenção para mim: “E hoje? Tá com Clima
psicológico?”. Ela virou aqueles putas olhões que pareciam
aqueles faróis verdes de chevette antigo, abriu um sorriso a lá
monalisa e disse: “E todo mundo?”. Respondi: “Ah, todo mundo
que
se foda! Vambóra logo”. E digamos que a festa se tornou mais privativa,
aconchegante e foi movida para o quarto de cima. O mesmo onde
Jack San Diego descobriu que um amigo era fruta. [Me chamem de hauli
agora, otários].
Lá pras quatro horas ela
disse que precisava ir embora, saiu do quarto, demorou um pouco e
voltou. “Me leva lá?”, perguntou. “Vamos sim”. Chegando na
garagem a dona da casa me deu a chave do ford K e disse: “Vê se na
volta não canta pneu nem dá cavalo de pau”, virou as costas e
entrou.
Que cena linda. Em um segundo eu estava
imaginando a gulosa que iria receber ao volante e em um minuto eu
dirigia apenas com a mão esquerda e o banco quase deitado.
Achei
um cd meu que havia emprestado e coloquei, aí tudo ficou no clima
do from la calle street music. “A cidade é nossa!, “Humrum”
ela
respondeu de boca cheia - amo ouvir humrum de alguém que está
com
meu pau na boca -.
Na volta passei nos canteiros
do terminal por um saudosismo infantil. Fui ao lugar onde enterrei meu
violão, que foi quebrado por um meganha desgraçado. Espetei
um
incenso que encontrei pulando no painel do carro, na grama que havia
crescido sobre os resto mortais do violão.
-Este é pra você, campeão.
Retirei o fino que a pomba-gira me deu após limpar a porra da
cara, lamber a que voou em minha barriga e antes de entrar em
casa.
-Este é pra mim, como não?
Acendi o incenso.
-Faça as honras, meu caro. Daqui a três dias é natal.
Depois explico sobre o “clima
psicológico”.
Sobre o peso das madrugadas
[Assim que vi os raios do leste surgindo no horizonte do
terminal, entrei no carro, coloquei este som: Take Money –
Buckshot & 9Th Wonder e sai cantando pneu...].
Calvário indolor da besta. Eufemismo condensado em latas
sobre
rodas. Cai essa fina e serrada chuva e nem todo toldo da
terra
protege o male que nos corrói, da água. Nem toda chuva guarda letras de
verdades ácidas, como as minhas, em suas gotas. Nem todas
gotas
atingem o alvo que temos estampado na testa, ou precipitam-se caindo em
calos dolorosos.
O panorama é califórnico, mas
nesta terra agaroada a pegada é outra. Outros frutos se colhem deste
asfalto sem lei. Outro tipo de calo se adquire.
Na cidade das pessoas de artifício, Garoa Land (em minha
própria
definição), os sentimentos dessa humanidade solitária são
como
lindas call-girls interioranas. As relações nesta cidade são
prostituídas, então não valem se não pesam em euro e talvez
por
isso eu nunca me encontre nessa demografia (mas tenho livre acesso
sobre suas depressões e colinas). Eu jogo com um alto grau de
verdade (mas lembre-se que sou apenas um humano - e que vi muitos
filmes de máfia e que me criei no Pq. Edu Chaves e que apenas
sou
legal, não santo!), e tudo que atravessa minha vida é no sentido de me
tornar cada vez mais amargo neste dopegame. Até pensei que
após a
última grande queda eu fosse enfim retirar a misantropia do bolso,
subir no pedestal do “eu sou foda, imbecil é quem não
percebe” ou
cair nos grilhões da morte. Mas não. Posso dizer que o milagre de ano
novo, foi da água da geladeira ao vinho do mercado,
instantaneamente. Graças as "conclusões" de ano novo descobri que minha
vida se resume em três grandes erros: não ter sido ambicioso,
ter
sido legal demais e sempre ter jogado meio limpo.
Pensei em ser como o filho da puta que habita minha mente,
mas,
calma lá, esse negócio de “Una-se a eles” é coisa de sectário
e
eu sou criador, não posso seguir terceiros, nem fudendo, nem morto.
E no grande mais, agora apenas mudei a forma de enxergar
algumas
coisa e me tornei clinteastwoodmente imperdoável para outras.
Sinto mais meu peso no chão, não por obesidade, mas por ter convivido
com tanta gente vazia, eu fui ficando cheio... Tô cagando pro
ouro do alheio, queridas (este ouro pelo qual vocês se prostituem,
baby: uma foda por um rolê de carro).
...E pra
vida (e pra alguns sarausda cidade) eu dedico essa: “Seu público, seu
aplausos, por pior que você seja”, como diria mister San
Diego...
***
Ela continuou chupando o tiozão rock'n roll. E nestes dias
onde
tudo são apenas negócios, não me surpreendi ao perceber que é
melhor alguém que lhe leve ao fim da estrada e lhe renda histórias
quais você vai querer crêr que valeram a pena, do que um
aparente
infuturo. Mas, tudo que realmente sei é que, entre mais umas e outras,
eu não consigo ser mais um, por mais que eu me esforce. E já
que
toda noite encontro meu sossego sísmico no fato destruidor de saber que
não me encaixo completamente em nada, nada melhor que uma
fumaça
verde atravessando a janela numa manhã de um ensolarado domingo, um
óculos escuro que me deixe style, os maiores singles da soul
music norte americana, de 1955 à 1972, estralando na caixinha do pc e
uma missão a se cumprir logo mais.
O vazio se encontra no vácuo. Eu me
encontro no lúdico. Vou desviando do resto.
***
Tão menos dolorosa foram bocas de veludo!... Tem um feto de
um
anti-cristo na privada daquele hotel, onde deixei todo o
resto do
que me fez mal. Matei muita gente que era do meu convívio, exorcizei um
demônio atrás do outro, neste texto, que me incomodava, e
suspirei Alívio, como um bom caça-fantasmas. Mas a única coisa que
mudou realmente é que já não espero nada de nenhum humano,
quer
dizer, nada que seja bom, quem dirá imprevisível.
A mágica do atroz não morre, vê a fauna fecundando novos
mortos-vivos. Cheguei ao campo do niilismo e novamente não me
vi
em nenhum daqueles rostos forasteiros. Mas adquiri certo distanciamento
político para com os outros desde que cai neste campo, dotado
apenas de para-quedas e granadas sem pino. E já não ligo pra São Paulo
ostentando e sustentando suas vadias mal educadas, seus bares
sitcom (que no fundo até gosto) - na real um dia quero ter um, ser dono
de um - e sua cara blazé - mas sem neguinho blazé, sem cara
bazé
ou etc's-blazés -.
Ei, futuro morto, eu sou mais
que o vazio, só não encontrei meu lugar no espaço. E, infelizmente,
para o meu completo desespero, vou morrer assim!. E mesmo que
toda noite eu encontre meu sossego sísmico altamente abalado pelo
simples fato de saber que não me encaixo completamente em
nada,
como já disse antes, decidi ser filho da puta, sim, mas sempre sendo o
que sou. Um cara que odeia manhãs, gosta de ouvir Sublime às
tardes, indie-hip-hop à noite não passa de um porco lúbrico., cheio
de hormônios explosivos.
É... Tão menos
desgraçadas suas noites sem aurora. A lua me espera e outro palco, sem
nenhum holofote (ou groopies no camarim), me chama. Que deus
perdoe os resto "mesmificado", pois como já lhe disseram, senhor: “Eles
não sabem diabos da merda que andam fazendo”.
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