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REVISTA LASANHA
De se lamber os textos...

 
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Me Morte
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Me Morte, pseudônimo Mariângela, gaúcha dos pampas, de família pobre, neta de italianos e espanhóis, desde os cinco anos de idade já dizia que seria escritora.

     Poetisa gótica há dois anos, enveredou pelos caminhos do erotismo, estilo que já se tornou sua marca registrada.

          No Orkut é moderadora do Vale das Sombras, comunidade onde realiza Concursos de poesias Góticas periodicamente.

     Principais características: Arrojada, misteriosa e passional. .

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Quem matou o elemento?
Me Morte
Cinco da matina, a favela parecia morta, nem os olheiros do trafico estavam acordados, deviam ter mamado todas durante a noite.

Um elemento descia do morro, andar manso, jeitão de quem vai aprontar, viu uma morena de olhar 171 e disse:

-Aí ô vadia, chega junto.

-Olá amor, que tu manda?

-Tais afins dumas paradas aí?

-Tô dura meu.

-Pô! Ta me estranhando ô piranha? Mina gostosa neguinho banca.

-Ai, que amor...

-Podes crer...

-PA, PA, PA... Três tiros secos, um bem no meio do peito e o sujeito caiu  mortinho no chão.

O crime prescreveu e nunca acharam o assassino. Quem matou o sujeito?

-Sei lá meu.

-Fui eu xará. Mexeu com mulé minha eu coloco sete palmos de terra em cima. Ou não me chamo Detetive Escopeta.

-Ah... Conta outra. Tu aposentou cara, não mata nem uma mosca!

-Sério...

-Escopa! A pia ta cheia de louça... Preciso lembrar você de suas obrigações?

A mulher olhava os amigos com cara de pouca conversa.

-É... Bons tempos aqueles. -"Já vou benzinho, já vou..."
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