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Extremos
Natanael de Alencar
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Olha pra baixo.
- Sei, sei, está reto, retíssimo.
- O que você tem a fazer?
- Prefiro dar um apertão em outro lugar.
- Ah, você quer apertar a minha nádega?
- Bem, não....sim, sim, é isso.
- Se você deixar ela escancarada e o dono ver?
- Eu não deixo. Prometo. Só quero seu orifício de mistérios feito.
- Diacho. Deixa eu baixar a calcinha.
- É sua primeira vez?
- Claro. Não vê que é rosado e virgem?
- Mas empina bem, tá?
- Empinar o quê? Não sou pipa, não.
- Tá. Não empina, mas posso girar os dedos dentro?
- Não. Fui no banheiro.
- O que é que tem?
- Tá cheio de bosta.
- Se é assim......- Mas pensou: “um rabão destes, mesmo cagado, deve
ser gostoso”.- Então, enfia você.
- Mas...
- Não tem mais. Já lhe dei tanta alfafa, que você tem de me dar alguma
compensação.
Ela enfia as duas unhas da pata, contorcendo-se de gozo. Quando fica
piscando pela própria natureza, ele lhe enfia o membro milimétrico.
Ela se apóia com firmeza no curral. Seus olhos reviram. Ele cospe pra
ajudar o buraco negro a devorar luzes de gozo. Ela ofega, enquanto seu
orifício espreme o rabanete do outro, num esforço de nascimento vegetal.
Não percebem o padre que chega pra extrema-unção. Porta um machado,
onde o sangue de cordeiros sacrificados respinga e ferve no capim seco.
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